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|Bom gente. Voltei ao meu antigo blog. Esse template é muito chato, o código pra modificar é muito chato e eu amo o outro. Voltou a funcionar e voltei à ele.

tem post novo!!


Escrito por Clarice às 22h01
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Cocoricó

Outro dia estava indo trabalhar (6 da manhã)e ouvi um "Cocoricóóóóó´!". Fiquei pensando onde estaria esse galo, em que casa! Na Vila Mariana, uma casa tem galinhas. Não parece meio esdrúxulo? Pois é. Todo lugar aqui em Sampa a gente consegue ouvir o galo. O Pedro disse que só lá perto da estação Paraíso que nunca ouviu esse galináceo. Na casa que eu morava, mais para os lados da Aclimação, era mais interessante. Todo dia de manhã o Galo cantava e atrás vinha o grasnar de patos (é grasnar que se fala?). Muito interessante.
Daí eu comecei a fantasiar ter galinhas na minha casa. Não na que eu moro. Sei lá. Casar com o Pedro e criar galinhas no quintal. Claro que se morressem eu as iria enterrar. Nada de caldo das finadas, isso é quase canibalismo. Tinham que ser caipiras, para dar aqueles ovinhos pequeninos e com gema quase vermelha. Colocaria nome nas ditas e tomaria cuidado com os gatos da vizinhança. Acordaria todo dia com o macho cantando.
E eu lembrei que tenho um certo medo desses bichos. Uma vez, em Recife, eu estava no quintal da casa de alguém com meu primo Lucas, quando veio uma revoada (é revoada?) de galinhas correndo na minha direção e uma parou, me bicou o pé e voltou a correr. Um ataque gratuito! E naquela época eu nem falava palavrão para xingar aquela penosa! cortou, sangrou e eu fiquei meio traumatizada. Não gosto de ficar no mesmo recinto que essas cavalheiras.
Que pena. Vou ter que ambicionar outra coisa para minha vida. Nada de galinhas.

Escrito por Clarice às 23h39
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Um cão da pradaria.



Escrito por Clarice às 09h00
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Amar é..

Vocês já assistiram Love Story? Imperdível. Quando éramos pequenas, minhas irmãs viram e a Laura teve uma crise de choro que não parava de soluçar, enquanto a Lia ria da cara dela. Outro dia esse filme passou no Telecine Cult e nós revimos. Laura ficou esperando o momento de dar aquele aperto no coração e nada. Tá bom, eu enchi seu saco, fiquei fazendo piadinha, mas nada que explicasse a crise de outrora. Mas a frase mais importante do filme, ficou. Enchi o saco de todos, repeti, recitei.

Amar é nunca ter que pedir perdão.

(momento filosófico)


Eu pensei, pensei, mas nada me veio à mente. Frase famosa, registrada no anais do cinema, mas o que significa? Que porra...?

Eu fico bêbada, chego em casa, desço o cacete no marido e no dia seguinte digo: Eu te amo. Meu marido vai sorrir, com o lado bom da boca e um bife no olho esquerdo e dizer: Que bom ouvir isso, eu também.

???

Ã-hã.

Escrito por Clarice às 22h31
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E eu sou muito esquecida. Não guardo nome e nem fisionomia das pessoas, o que me faz faz parecer esnobe de vez em quando. Mas gente, eu juro. Sou legal. Super legal. E muito, mas muito humilde.
Às vezes eu me apresento à alguém e depois de um tempo (meses) eu reencontro e me apresento de novo. Eu esqueço palavras, fico brincando de mímica até a pessoa adivinhar o que quero dizer. Sim, sou eu. Tenho uma memória de merda.
O pedro lembrou de mim outro dia.
Estava dentro do trem na estação paraíso e lá ainda pega sinal de celular, quando tocou o de alguém. A conversa foi essa:
- Alo? Oi! é , eu liguei pra vc sim, é pra pedir o... o... esqueci o nome.. é.... o... como é mesmo? o.... Pedir o..
Nisso o trem começa a andar e entra no túnel, que não pega sinal. Fim.

Escrito por Clarice às 21h45
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A Marvada Carne



A uns nove anos atrás, eu fui viajar para Votuporanga. Na verdade, a única coisa de grande que tem na cidade, é o nome. Fui passar o ano novo com a Jana, o namorado dela, Ivan, e o meu, Marcelo. Eu fiquei na casa da avó dele e a Jana na casa da família dela, que tinha churrasqueira, piscina. Resolvemos nos encontrar depois da virada para um churrasco, nós quatro. Eu e o Marcelo passamos o dia atrás de uma picanha. Fomos a todos os açougues da cidade (1/2 dúzia) e mercados (uns dois) e só encontramos a bendita no último estabelecimento que faltava. Impressionante, já que a cidade fica no meio de várias fazendas! Enfim. Levamos a carninha para a casa da Jana e fomos jantar com a avó do Marcelo. Depois da virada do ano, acho que 98 para 99, fugimos para o churrasco.

Nem comemos direito para guardar lugar para a carne tão duramente procurada, pois o sol da cidade é de matar, muito forte. Chegando no local, fomos recebidos pelo casal todo orgulhoso, pois haviam preparado a carne. Um gelo desceu pelas minhas costas. Como assim, “preparar� Uma picanha não precisa ser preparada. É só por sal grosso na hora, em cima da gordura e brasa nela. Com muito temor no coração, entrei na cozinha e o que vi, foi inesquecível. Minha carninha mutilada! Eles tiraram a gordura, cortaram em bifes finos e.... o pior: deixaram curtindo no sal!

Enfim. Só para descargo de consciência, colocamos na churrasqueira. Virou Pedra, até o cachorro rejeitou.


Escrito por Clarice às 20h48
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Jana

E eu tenho uma amiga chamada Janaína. Uma loonga amizade, de (sim!!) 22 anos. Nos conhecemos na escola, Galileu Galilei. Durmíamos uma na casa da outra, chegamos a tomar banho juntas, brigamos, voltamos, ficamos anos sem nos ver, mas amigas. É a madrinha ingrata do Gabriel.
Ela é meiga, mas fala a verdade com carinho. Quando alguém conta uma história triste, ela tomba a cabeça de lado e faz uma cara de pena. Somos o contrário, pois eu sou meio(hum hum) grossa e falo sem pormenores, tenho alguns problemas com eufemismos.
Eu lembro que não gostava muito de acordar na casa dela porque sua mãe me levava na cama uma caneca gigante de capuccino, com muito leite, café e açúcar e me intimava a tomar alegando: "não quero que sua mãe pense que eu não te alimento". Até hoje me dá arrepios, pois odeio leite e bebida adoçada e aquilo parecia ter um quilo de açúcar. Urgh !
A mãe é um capítulo à parte. Ayeres. Suave mas firme, perguntava coisas interessantes, que fazia a Jana morrer de vergonha, exclamando um "mãe!", pois se tratavam de questões íntimas, às vezes meio esquisitas.Tem uma inesquecível. Eu morava numa casa na Joaquim Távora e resolvemos fazer um churrasco. O pessoal da minha casa, o pessoal da casa do meu ex, o pai do Gabriel, e uns amigos mais chegados. Havia uns 16 anos. A Jana ligou para a mãe e pediu para ficar, explicando o evento. Depois de um tempo de negociação, a Ayeres pediu para falar comigo.
- Oi Clarice, tudo bem?
- Oi Ieres.
- O que que vai ter aí?
- Um Churrasco, está todo mundo arrumando, vai ser legal.
- Quem tá aí?
- Eu, meu pai, minhas irmãs, o Adriano, Santiago, O pai do Adri, a irmã. minha mãe...
- Ah, seus pais estão aí.. Então não vai ter nenhuma suruba, né?

Escrito por Clarice às 22h57
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Não.

Eu estava na sala quando vi o Mateus no quintal bebendo uma água suja de terra que estava dentro de uma pazinha de brinquedo.
Chamei-o para conversar.
- Mateus, você bebeu água suja da pazinha?
- Não.
- Não minta para mim. Você bebeu ou não?
- Não.
- Eu vi você, Mateus. Fala a verdade. Você bebeu?
- ããããã... Não.
- Mateus, olha para mim. Presta atenção. (pausadamente) Eu. Vi. Você. Bebendo. A água suja. Fala a verdade. Você bebeu?
- ssss.... Não.

Respirei fundo, contei internamente até dez.

- Mateus, EU VI VOCÊ BEBENDO!
- Diculpa, mamãe.
- Desculpa por quê?
- Por nada.
- Então por que você pediu desculpas?
- Porque sim.
- Mateus, Pelamordedeus! – parti para auto-humilhação – Eu vi! Não adianta falar não! Fala a verdade!
- Diculpa mamãe.
- Você bebeu a água afinal?
- Sim.

Um coro de anjos surgiu de repente, uma luz branca iluminou o Mateus. Aleluia.


Escrito por Clarice às 20h40
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Continuação do dia 17/12

Eu resolvi ir ao bar em Santana ver o Reinaldo antes da virada de 99 para 2000, dia 29 de dezembro, quarta feira. Claro que liguei antes para confirmar a não-presença do Marcelo, o ex.

Aliás, vou retroceder um pouco no tempo. Eu e o Marcelo ainda nos cumprimentávamos, falávamos até pelo telefone em meados de dezembro, até que, perto do natal, eu e minha mãe estávamos indo para casa com sacolas e sacolas de compras do mercado municipal, e o ex passou entre mim e ela - até pediu licença! - com a secretina de mão dada, e fingiu que não me viu. Passou e foi. Aquelazinha ainda deu uma espiada de rabo de olho. Fiquei puta da vida e minha mãe, pasma! Foi aí, nesse fatídico momento, que qualquer faisquinha que me fisgava o coração, morreu. Aliás, essa frase ficou legal.

O Reinaldo falou que estaria o Pedrinho, aquele, daquele dia, em setembro. Fui sozinha. Quando entrei, estava o Reinaldo na bateria, Roberto, no violão e voz , Pedrinho no baixo e......... (puta-que-pariu-que-eu-fiz-pra-merecer-essa-merda) Marcelo no teclado???!!???Desde quando ele sabe??? Ele olhou para mim enquanto tocava, abriu um sorrisão e acenou. Retornei com um certo movimento nervoso no lábio e olhei com estupidez para o Reinaldo que fez um sinal com as mãos de que não sabia. Pelo menos o Pedrinho estava lá. Nos intervalos, eles sentavam comigo. Todos. Mas eu me segurei. Fui firme até o final. Quase.

Na hora de ir embora, ficou conversado assim: Eu levaria o Roberto em sua casa perto de Santana mesmo, depois buscaria a Cris na Paulista e iríamos todos ao Bom Motivo, na Vila. O Marcelo pediu carona e falei para ele vir na frente comigo. O Povo estranhou, já que ele era magrinho e nessa divisão, o Roberto e o Reinaldo, bem gordinhos, iriam atrás apertados junto com o Pedrinho.. Mas enfim aceitaram. Eu era a motorista. Quando o carro começou a rodar, eu abri a boca e iniciei um longo monólogo, aos gritos, xingando, acusando e soltando tudo que me engasgava a mais de seis meses. Os três que estavam atrás estavam completamente mudos. Puta situação. Agora eu acho engraçado. Na verdade nem lembro o que falei, para ver a tamanha limpeza na alma que fiz. Só lembro de uns trechos:

Eu – Quem você pensa que é?
Ele – Não, clá, eu...
Eu - Cala A Boca! Quando um burro fala, o outro abaixa a orelha! (eu falei isso, juro.)

Outro trecho:
Ele – Clá, eu juro que não te vi
Eu – Não me viu o caralho!!!!

E por aí vai.

Mas lembro também que durante a briga eu pensava no Pedro, sentado atrás, ouvindo tudo isso, justamente quando eu soube que ele estava divorciado. Na Paulista, peguei a Cris que estava completamente ignorante da situação e convidou o meliante para ir beber conosco. E não é que ele aceitou?? Impressionante. Ele perguntou se podia, eu disse que sim. Não entendi na hora o porquê, mas agora compreendo: depois do desabafo, ele não significava mais nada, se ele fosse ou não, tanto fazia. Mas ainda assim me impressionou a cara de pau. Peroba nele.

O resto da noite foi muito agradável. Na hora da despedida, perguntei discretamente ao Pedro se ele não queria ir ao Frans (café) comigo e a Cris na hora deu um pulo:- Oba, Frans? Vamo todo mundo!
Ai ai. Fomos todos. Quem sabe da próxima vez.


Escrito por Clarice às 23h52
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Hoje não passa de um dia perdido no tempo

Eu detestava música mineira. Um bando de desafinado, musiquinhas calminhas, bonitinhas, chatinhas, enjoadinhas. Nunca havia parado para prestar atenção.
Eu estava namorando Pedro a cerca de um mês quando este me chamou para o aniversário de um amigo, que cantava essas musiquinhas.
- Eu sei que você não gosta, mas vamos lá, eu vou dar uma canja, se tiver chato a gente vai embora.
Resolvi acompanhá-lo. Cacá Lima, é o amigo. Fui com uma amiga , A Criz olimpo, cantora maravilhosa, com uma voz única. Havia baixo(lógico né, Pê), violão, umas duas guitarras, sax, bateria e vozes. Um leque de vozes. O clima do lugar estava tão bom, o pessoal estava tocando com tanto prazer, que de repente (não mais que de repente) eu comecei a amar o som. Foi um daqueles momentos mágicos. Houveram músicas que eu saia do chão. Entrava numa espécie de sonho, transe, parecia que eu fazia parte daquele som.
Agora eu adoro o trio desafinadinho (aliás, "desafinadim"): Beto Guedes, Lô borges, Toninho Horta. É impressionante. Conhecia as músicas básicas, com "Janela lateral", "clube da esquina nº2", "Sapato velho". Fui apresentada à " Um girassol da cor dos seus cabelos", "Feira moderna", "Beijo Partido". Uau.

Ouça:
Tudo que você podia ser
Beijo Partido

Escrito por Clarice às 23h36
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Eu estava deprimida pois tinha levado um pé na bunda do namorado. Trocada pela secretária, veja só. Clichê. Aliás, comentei o fato com minha ginecologista que informou com toda segurança que iria acabar rápido, caso com secretátia (secretina) é efêmero. Enfim. Saía empurrada pelas amigas, ouvia músicas de dor de corno como "Preciso aprender a ser só", "Inútil paisagem", "insensatez", " pois é", etc. Estava sofrendo com gosto. Sim, é gostoso ser vítima, as atenções caem e recaem sobre si. Sofrimento vicia. Bem, comecemos.

Eu fui a um barzinho em Santana onde o ex tocava, mas me certifiquei com os outros músicos que ele não estaria. Eu e a Eli. Minha eterna cunhada, que não justifica aquele dito que se cunhada fosse bom, não começava com cu. Então nós fomos ouvir música gostosa, comer uma picanha fantástica, conversar e beber. No lugar no Marcelo, estava um baixista novinho, miúdo, me encantou. Os olhos levemente puxados, um sorriso encantador e empunhava o baixo de um jeito bem gostoso. Mas era muito novinho, parecia ter uns 19 anos, eu no limiar do 24 anos era velha demais.Comecei a viajar naquele som, a fantasiar, a olhar cada detalhe do baixista. Lembro exatamente o que pensei:"Já pensou se pudéssemos ver nosso futuro? E se eu estivesse olhando agora para o o pai do meu próximo filho?"
O som deu uma pausa e o baterista - Reinaldo -  veio sentar conosco. O coitado ouvia meu lamentos pelo telefone. Perguntei quem era esse baixista. Seu nome era Pedrinho, e não lembro como surgiu o papo, mas o Reinaldo comentou sobre os dois filhos dele. Puf. Conscientemente eu bloqueei meu interesse por ele. Casado. Mas, cacete, dois filhos? Naquela idade? Aliás, que porra de idade ele tem? Descartei na hora os 19 anos. Chocantes 32 anos. No fim, fomos apresentados, ofereci carona para a Vila Madalena,  aonde ele morava e eu ia passar a noite. Não lembro qual foi a desculpa, mas não aceitou. Acho. Isso foi por volta de setembro de 1999.



Escrito por Clarice às 18h58
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Será que eu estou velha? Uso expressões tão ultrapassadas! Meu filho me dá umas olhadas de estranhamento que acabam comigo! Quando ele me enche demais, insistindo em um pedido, eu mando ele virar o disco. Sai tão natural, meu Deus. E dói quando a frase termina, dói mesmo. Uma pontada na minha mocidade.
Crise! Vou completar 31 anos em 2 meses. Não gosto das músicas da atualidade, já me peguei falando que no meu tempo não era assim. E NÃO ERA! AFIRMO! REAFIRMO! socoooooorro!! me salvem de mim!!!
Sabe a época em que nasci? Era ditadura, vivi quase dez anos nesse regime. Lembro da "Semana do Presidente" do SBT - na época TVS - com o presidente Figueiredo. Diretas já, Impeachemant (Que colocaram como tema a música "Sem lenço nem documento"). Acompanhei as novelas "A gata comeu", "Guerra dos sexos", Brega e Chique"... ouvi Premê, Rumo, vi "Thriller" estreando no Fantástico, bem como "We are the World" no ano seguinte.

Esse post está uma merda. Parece aquelas bostas de Spam sobre os anos 80 que falam só besteiras.

Ao som irritantemente nostálgico do cd Tropicália e d'Os Cariocas.

Escrito por Clarice às 21h58
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Mystic Funnies

Eu hoje estava voltando do trabalho e, dentro do trem, havia uma mulher que chamou minha atenção. Não era bonita, mas seu corpo me lembrava alguma coisa. Usava uma bermuda jeans bem apertada, delineando perfeitamente o corpo: pernas grossas e musculosas, bunda grande, bem dura e redonda, não era muito magra mas estava longe de ser gorda, tinha os peitos grandes e duros, era alta e mulata. A roupa toda muito justa, mostrava os braços fortes e a barriga durinha, de quem cuida muito bem do corpo. Em nenhum momento dentro do trem, virou o rosto na minha direção. seu cabelo era cacheado e parecia molhado, caido no ombro e escondendo o rosto.
Mas por que eu fiquei tão fascinada? Cacete, que sensação esquisita de já ter visto essse corpo em algum lugar! Não era um corpo comum! E aí brotaram lembranças, imagens na minha cabecinha privilegiada. Crumb!!! A garota tinha o corpo dos personagens do Crumb! Aqueles corpos volumosos, com muita bunda, peito, pernas... Meu Deus! Como poderia haver alguém com um daqueles? Nunca imaginei possível encontrar com um corpo naturalmente exagerado bem nas partes atraentes aos homens!Ao vivo!
Então. Não tirei os olhos da mulher, precisava olhar o rosto, para ver se condizia com aquele corpão. O trem chegou na Estação Anhangabaú e a mulher virou. Enfim a trama foi desfeita. Travesti. E feia pra caralho. É.

Escrito por Clarice às 22h21
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Dark side of the Force

Já viu filmes repetidos ? Você não tem aquela esperança que dessa vez vai ser diferente? Não se pega pensando coisa do tipo ”bem que dessa vez, a Carrie podia não aceitar o título de rainha do baile” ou “Frodo, não coloque o anel no dedo!” ou ainda “Papai Smurf, cuidado com o Gargamel!” ? Mas o filme continua no mesmo ritmo, com as mesmas falas... e mesma cagada. Dá até frustração por não podermos fazer nada.

Senti-me assim ontem, sábado (faz de conta que hoje é domingo, tá?),vendo Star Wars III. Vinham pensamentos desesperados: “Não, Anakin! O Chanceler Palpatine é na verdade o Darth Sidious! Ouça os Jedis!”“Meu Deus, você vai virar o Darth Vader!” “ Idiota!” . Enfim. Ele não escutou. Mas é emocionante na hora em que o Darth Vader surge com suas roupas e capacete. No cinema, eu quis aplaudir, mas como estava com meu filhote adolescente, me segurei, seria muito mico ver a mãe sendo espontânea.

Vida longa e próspera. Ops, filme errado. Que a força esteja com você.



Escrito por Clarice às 23h12
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Pérola de Felipinho

E meu sobrinho falou hoje:

"Quando eu quescer, quelo ser 6 kilos mais alto que a Lu."

Nota - Luiza é minha tia, baixinha, que serve de medidor para todas as gerações da família depois dela. Eu, minhas irmãs, primos e agora filhos, nos medimos nela. "Olha, eu to quase alcançando a Lu!". E meu pai sempre dizia "humpf, grande coisa." Estraga prazer.



Escrito por Clarice às 22h26
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